o Senhor dos Cães da Terra da Pameira
Embora a corrida eleitoral esteja a todo vapor, já que restam apenas 11 dias, a vida de labuta do cidadão buritisense continua normalmente normal. Sim, os encontros noturnos na praça à para o espetáculo da ra-tá-tá, o vai-e-vem diurno das ruas e avenidas e o compre-e-venda fluindo.
Assim sendo que neste vai-e-vem de idas vindas de todo santo dia, me ocorreu o encontro inevitável como o senhor dos cães. Encontro que eu sempre evitava quando o via surgindo na esquina com sua matilha. Mas dessa vez não teve jeito. O jeito foi topar com os caninos e humano.
O senhor dos cachorros é um homem de idade considerada, estatura mediana mais para baixo, cor brasileira mestiça, bigode, conhecido dos moradores do bairro onde está o departamento no qual trabalho. O senhor dos cães caminha todos os dias de manhã, quando o super sol da Terra da Palmeira começa a abrasar nosso torrão (ao menos os dias que passo por essa determinada). É uma caminhada religiosa. Se você costuma caminhar entre o despontar e o abrasar do sol nessa região urbana da capital palmeirinda, saiba que uma hora seu caminho cruzará com o senhor dos cães da Terra da Palmeira.
Pois então, nesse dia já destapei com o senhor dos cães na lapa. E não deu bom, pois três moscãoteiros se separou da matilha e embicou seus focinhos com bocas e dentes para o meu lado. Eu, desprevenido pelo encontro surpresa acelerei (esqueci de dizer que estava em uma bicicleta elétrica chinesa) passando por eles enquanto via seus olhos dissipando faíscas de fogo e raios, sua boca cheia de dente golpeando o ar procurando algo de carne e osso para morder. Daí todo o conjundo canino, atiçado por eles, ferveram numa latomia só. E eu ali perdido entre pelos e latidos, tendo saí da onda que me acompanhava.
Nesse furdunço, muito longe e fraco ouvia-se um: Deixa o moço, volta aqui, deixa o moço.

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