Buritis: Jovens X Empregabilidade, o sonho ainda não acabou
Uma das pautas muito debatida durante as discussões da 3ª Conferência Municipal da Juventude, realizada pela Prefeitura de Buritis na última quarta-feira foi a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Aliás, a questão chamou a atenção pela exigência dos empregadores de experiência na atividade pertinente como um dos critérios para contratação. Outra apresentação foi a ampliação do leque de opções de cursos profissionalizantes e o compromisso sério das empresas locais, na medida do possível, abarcarem essa mão de obra.
Alguns jovens questionaram essa situação uma vez que para muitos essa seria a primeira oportunidade de empregar-se e a exigência acaba tirando-lhes das mãos a chance de ingressar no tão competitivo mercado de trabalho. Outro fator que era para favorecer os jovens e adolescentes seria o programa "Menor Aprendiz". No entanto, a maioria da juventude participante na Conferência se mostrou decepcionada com a dinâmica do programa aqui em Buritis. E o motivo é o baixo número de vagas oferecidas pelas empresas ou mesmo porque há muitos jovens e adolescentes para as poucas vagas, o que acaba iniciando essa parte da população na decepcionante lista daqueles cujo trabalho é procurar um trabalho.
Por isso, cremos que os agentes públicos, vereadores, prefeito devem se mexer, tirar o pé do chão e implementarem ações que gerem ocupações e rendas para essa grande população jovem que já dá mostras de impaciência com inatividade de políticas para a juventude. Essas políticas vão além de saúde e educação. Eles estão cansados de palestras do blá blá blá, nossos jovens querem emprego, querem universidade, querem espaço para lazer, querem qualidade de vida. Na verdade, o poder público não tomou conhecimento do interesse da juventude, ou não sabe lidar com eles. Para muitos desses que estão em eminência, a rapaziada só quer bola e celular, esqueceram que tem uma massa jovem frustrada e que aspira por um emprego, por uma educação plena, que ainda sonham com qualidade de vida.
Vai chegar o dia que de tanto gritarem seu grito mudo eles tomarão a iniciativa e darão o troco a esses velhos caciques que acham que o importante para o município é o que aponto o seu nariz. Então colocarão lá na Casa dos Onze gente que fala a língua deles, gente que sente e entende como eles. Precisa. Porque, como disse um dos moços: Um jovem sem emprego é um jovem desempregado.

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